Os fatos por trás desse desejo de coçar

Frustrado pela sensação de coceira? Você não está sozinho

De todos os sintomas associados à psoríase, possivelmente o mais incômodo é a coceira. Cerca de 80% das pessoas que convivem com a psoríase dizem apresentar coceira como parte de sua condição.

Coceira, também conhecida como prurido, é uma sensação muitas vezes irresistível. Pode ser provocada por diversas causas, incluindo condições inflamatórias da pele ou outras doenças em geral.

Quando a pele fica inflamada, seu corpo libera inúmeros agentes químicos que são responsáveis pela coceira. A pele seca também pode provocar coceira.

Quando você coça a pele ferida, você a impede de melhorar.

Gravidade pode variar

Em pessoas com psoríase, a coceira ou irritação podem variar de leve a grave dependendo do quanto sua pele está afetada. Para alguns, a coceira é concentrada em uma única área da pele, enquanto, para outros, o corpo todo pode ser afetado.

Da mesma forma, a intensidade da coceira também pode variar.2 Enquanto algumas pessoas apresentam coceira leve, outras relatam irritação tão forte que coçam até sangrar.


Contudo, embora coçar possa trazer alívio temporário, o fato é que inflama sua pele cada vez mais e pode até criar novas lesões nas áreas. Isto pode fazer você se sentir mais estressado em relação a sua psoríase, e consequentemente, piorar os seus sintomas.

Resista à vontade de coçar

Enquanto coça, na verdade não faz a psoríase se espalhar, ela interfere na cicatrização. Quando você coça uma pele ferida, a impede de melhorar. Então para melhorar seus sintomas, é importante que você tente aliviar a irritação que o faz querer coçar.Se a vontade de coçar estiver te incomodando, divida suas preocupações com seu médico, explicando onde coça, quanto tempo dura a coceira, a intensidade dela e o que você atualmente faz para tentar aliviá-la.

[Referências]
  1. -2.  Reich A, Hrehorow E, Szepietowski JC. Pruritus is an important factor negatively influencing the well-being of psoriatic patients. Acta Derm Venereol 2010; 90: 257–263.

Quer saber mais?